
Antônio Benedito Prado Fortuna, de 98 anos, ex-professor da Faculdade de Medicina da Unicamp, celebra o Dia dos Professores destacando a inspiração materna e o idealismo da carreira. Embora se sinta realizado pela gratidão dos estudantes, ele lamenta que poucos retornem para expressar seu reconhecimento.
Com uma trajetória marcada por figuras como sua mãe, também professora, e Dona Noemi, sua antiga educadora, Antônio Fortuna reforça que a docência é uma vocação para idealistas. Ele argumenta que a escolha por ensinar não visa ganhos financeiros, mas sim um propósito maior, uma dedicação a um ideal.
Wagner Gomes Sebastião, que atua como professor há 21 anos, define o ensino como um processo contínuo de aprendizado, que vai além da transmissão de conteúdo. Ele ressalta a importância de acompanhar as transformações sociais e as necessidades dos alunos, sempre priorizando a humanidade em cada interação.
Para Sebastião, a prática docente se aprimora com o tempo, tornando o educador cada vez mais humano a cada aula ministrada. A profissão exige adaptação constante às novas realidades e aos desafios que cada turma apresenta, fomentando um desenvolvimento mútuo.
A professora de inglês Paula Carolina de Oliveira Marques utiliza sua própria vivência de infância para criar um vínculo mais próximo com seus alunos. Ela relata ter enfrentado dificuldades e a ausência de apoio familiar, assim como alguns de seus estudantes.
Atualmente, Paula acredita que o papel do professor engloba o acolhimento e a compreensão das trajetórias individuais dos alunos. Ela defende que a educação deve focar na transformação e no acolhimento, considerando o histórico de vida de cada estudante, não apenas o desempenho acadêmico.
As experiências destes e de outros educadores da região de Campinas evidenciam o impacto profundo e duradouro que o ensino deixa na vida das pessoas, mesmo diante dos desafios da profissão.
