
A Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), em Presidente Prudente, concluiu nesta quinta-feira (15) a apuração interna sobre um suposto ranking sexual que envolvia fotos de alunas do curso de Psicologia. A instituição aplicou sanções administrativas, que variaram de suspensão à expulsão, de acordo com a responsabilidade de cada estudante envolvido. A universidade informou que a investigação seguiu as normas institucionais, garantindo o direito de defesa dos envolvidos.
O caso veio à tona em 20 de agosto, quando alunas denunciaram a exposição indevida de suas imagens em um grupo fechado de aplicativo de mensagens. As fotos teriam sido retiradas de redes sociais sem autorização e acompanhadas de comentários ofensivos e classificações depreciativas. A Polícia Civil já instaurou inquérito e cumpriu mandado de busca e apreensão contra um dos investigados. Ao todo, 44 vítimas foram identificadas pela investigação policial.
A sindicância interna da Unoeste foi conduzida por uma comissão que analisou individualmente as condutas. A instituição ressaltou que adotou as medidas cabíveis assim que tomou conhecimento dos fatos e reafirmou seu compromisso com a promoção de um ambiente acadêmico seguro e respeitoso. A universidade também informou que continuará promovendo ações de orientação, prevenção e acolhimento aos estudantes.
Paralelamente à apuração da universidade, a Polícia Civil segue investigando o caso. As vítimas denunciaram que suas imagens eram distribuídas no aplicativo de mensagens com comentários sexuais e depreciativos, gerando revolta e protestos. O episódio foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e motivou manifestações em frente ao campus, com grupos de estudantes e coletivos feministas repudiando o ato como misoginia organizada.
