
Um engavetamento envolvendo sete veículos bloqueou parcialmente a Rodovia Geraldo de Barros, no km 167, em Piracicaba, nesta quinta-feira (8). O incidente intensificou as reclamações de pedestres sobre a dificuldade e os riscos para atravessar a via no local, que concentra grande fluxo devido à proximidade de um supermercado e um ponto de ônibus.
Usuários frequentes relatam que a travessia segura é uma demanda antiga, com relatos de acidentes recorrentes e até fatalidades. Jorge da Silva, que utiliza o ponto de ônibus há mais de 40 anos, afirma que a ausência de uma estrutura adequada para travessia, como uma passarela, é um problema crônico na região. A aposentada Margarida dos Santos Paulo corrobora a queixa, mencionando abaixo-assinados que não obtiveram resposta e um histórico de muitos acidentes.
A situação de insegurança para quem precisa cruzar a rodovia é descrita como um grande risco. Semáforos ou passarelas inexistentes no trecho forçam os pedestres a aguardar longos períodos ou a arriscar a travessia, contando com a boa vontade dos motoristas. Segundo Célio Almeida, a espera pode durar até meia hora, com múltiplos acidentes registrados. Um semáforo próximo, a cerca de 1 km, seria uma alternativa mais segura, mas sua distância inviabiliza o uso para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
A falta de respeito à preferência dos pedestres, mesmo em locais sem sinalização semafórica, agrava o perigo, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro. Paulo Roberto descreve a situação como uma “roleta russa”, pois a parada de um veículo para permitir a travessia pode gerar colisões na traseira, como a ocorrida no engavetamento. A comunidade aguarda providências das autoridades diante das promessas de obras.
Em resposta às demandas, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que existe um contrato para a implantação de uma passarela no km 167 da Rodovia Luiz de Queiróz (SP 304), em Piracicaba. Atualmente, o projeto executivo está em fase de atualização para que as obras sejam iniciadas o mais breve possível, seguindo os trâmites legais. O DER também declarou que o trecho conta com sinalização adequada, redutores de velocidade e faixa para travessia.
