
A relação sexual, embora não cause diretamente infecções urinárias, pode ser um fator desencadeante em mulheres. Isso ocorre porque o ato pode facilitar a entrada de bactérias que naturalmente habitam a região uretral para dentro do trato urinário. A particularidade anatômica feminina, com menor distância entre a uretra e o ânus, contribui para esse processo durante a fricção sexual.
A principal bactéria envolvida nesse tipo de infecção é a Escherichia coli, presente no intestino e responsável por até 95% dos casos. Durante a relação sexual, o movimento pode impulsionar essas bactérias para a uretra. Essa condição é conhecida popularmente como “cistite da lua de mel” e pode surgir nas primeiras 24 a 48 horas após o ato, não sendo considerada uma infecção sexualmente transmissível.
O risco de infecção aumenta com a frequência da atividade sexual, sendo uma das infecções mais comuns em mulheres em idade reprodutiva. Estudos apontam que entre 50% e 60% das mulheres podem ter pelo menos um episódio de infecção urinária ao longo da vida. Os sintomas incluem ardência ou dor ao urinar, urgência frequente, dor na bexiga e urina turva.
Para aliviar o desconforto causado pela infecção, como a dor e a ardência ao urinar, o uso de medicamentos como a fenazopiridina pode ser indicado. É importante ressaltar que este composto age apenas no alívio sintomático e não trata a infecção bacteriana em si, sendo fundamental a orientação médica para o diagnóstico e tratamento corretos.
A prevenção envolve a adoção de hábitos simples, como urinar logo após a relação sexual para ajudar a expelir bactérias, e manter uma boa hidratação ao longo do dia, consumindo pelo menos dois litros de água diariamente. A higiene genital antes e depois do sexo e evitar segurar a urina por longos períodos também são medidas importantes.
Em casos de infecções urinárias recorrentes após relações sexuais, o médico pode prescrever o uso preventivo de antissépticos urinários. Substâncias como a metanamina combinada com azul de metileno podem atuar contra as bactérias do trato urinário, com efeito que pode durar até 12 horas por dose.
