
A Polícia Civil de Bauru prendeu na madrugada desta sexta-feira (9) um homem de 23 anos como principal suspeito de participar do latrocínio da motorista de aplicativo Pâmela Letícia Nolastro Cunha. O corpo da vítima foi descoberto na tarde de quinta-feira (8) em uma estrada de terra perto do Museu do Café, em Piratininga, apresentando marcas de ferimentos por arma branca.
As investigações indicam que o suspeito, morador do Jardim Redentor em Bauru, foi responsável por abandonar o carro roubado da motorista no mesmo bairro. O veículo foi apreendido e apresentou vestígios significativos de sangue, inclusive no banco do motorista e no teto, levantando suspeitas sobre o crime. A prisão ocorreu na residência da namorada do investigado, também no Jardim Redentor.
O indivíduo confessou à polícia que receberia R$ 2 mil para transportar o veículo roubado até Bauru, utilizando seu próprio cadastro no aplicativo para solicitar a corrida que vitimou Pâmela Cunha. A prisão temporária do suspeito foi decretada enquanto a investigação prossegue para determinar se ele foi o autor direto do assassinato e para identificar outros possíveis cúmplices.
Pâmela Letícia Nolastro Cunha, de 29 anos, estava desaparecida desde a quarta-feira (7), dia em que saiu para trabalhar. A família registrou o desaparecimento após perderem o contato com a motorista, notar o celular desligado e o sumiço do carro. O corpo, encontrado em área rural de Piratininga, confirmou as suspeitas sobre a violência sofrida pela vítima.
A localização do corpo e do veículo foi auxiliada por mensagens trocadas por Pâmela em um grupo de WhatsApp. Segundo a irmã da vítima, Stefânia Nolastro Cunha, o contato com outros motoristas de aplicativo levantou as primeiras pistas sobre o paradeiro de Pâmela. A motorista havia enviado a localização exata do local onde se encontrava com um passageiro, relatando dificuldades no pagamento da corrida.
