
Profissionais de comunicação frequentemente utilizam um vocabulário específico em seu ambiente de trabalho. Expressões como ‘dar uma barrigada’, ter um ‘gancho’ em uma reportagem ou uma pauta virar ‘suíte’ são exemplos desse linguajar. A intenção é facilitar a comunicação interna e agilizar processos dentro das redações.
O termo ‘barriga’, por exemplo, é um dos mais temidos no meio jornalístico. Diferente do uso comum, no contexto de uma redação, ‘barriga’ ou ‘dar uma barrigada’ refere-se à publicação de uma informação incorreta, algo que todo jornalista busca evitar a todo custo.
Outros termos como ‘cavar uma pauta’, que significa buscar informações e investigar dados para desenvolver uma reportagem, e ‘deadline’, o prazo final para entrega de um conteúdo, também são parte essencial desse universo. O ‘fact-checking’, a verificação de fatos, dados e declarações, é um processo crucial antes da publicação.
A comunicação em uma redação também envolve a organização de telejornais com o uso de ‘espelho’, um planejamento escrito que define a sequência e o tempo das reportagens. A ‘âncora’, apresentador do telejornal, utiliza um texto chamado ‘cabeça’ antes da exibição de uma matéria.
Expressões como ‘furo’, que indica uma notícia divulgada em primeira mão antes dos concorrentes, e ‘matéria fria’ ou ‘gaveta’, que descrevem conteúdos atemporais, também são recorrentes. Já a ‘matéria quente’ é aquela baseada em fatos recentes e que exige publicação rápida.
