Mais 50 jabutis são retirados de praça pública onde população chegou a 250 animais em Adamantina

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Mais 50 jabutis-piranga foram retirados da Praça Euclides Romanini, em Adamantina, no interior de São Paulo, e encaminhados a um centro de reabilitação nesta quarta-feira (7). O local chegou a abrigar cerca de 250 animais, que se tornaram residentes após serem soltos ou fugirem de cativeiros domésticos.

A prefeitura informou que a praça se tornou um refúgio para a espécie devido a solturas frequentes e fugas de animais que eram mantidos irregularmente por moradores. Antes desta ação, outros 70 jabutis já haviam sido removidos e levados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres de São Paulo (Cetras-SP), conforme divulgado em junho.

O trabalho de realocação é uma iniciativa conjunta entre a Prefeitura de Adamantina, o Ministério Público do Estado de São Paulo e o Cetras-SP. Apesar da transferência dos 50 animais, a Secretaria de Meio Ambiente estima que ainda restem entre 100 e 130 jabutis na praça, indicando que novas ações de manejo e destinação adequada estão sendo planejadas.

O Ministério Público já havia estabelecido prazos para a realocação dos 180 jabutis que viviam em condições inadequadas na praça, que carece de infraestrutura própria para a manutenção da espécie. A intervenção judicial busca solucionar a superpopulação e a permanência dos répteis sem uma previsão clara de transferência.

A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) informou que a remoção dos animais restantes ocorrerá gradualmente, dependendo da disponibilidade de vagas nas unidades de recepção. Como a espécie não é nativa do estado, os jabutis são encaminhados para áreas de ocorrência natural após passarem por processos de recuperação no Cetras-SP.

A prefeitura de Adamantina reforça que o abandono, a criação irregular ou a introdução de animais silvestres em áreas urbanas podem configurar crimes ambientais. A população é orientada a não adquirir, abandonar ou soltar animais silvestres em espaços públicos e a procurar os órgãos competentes em caso de dúvidas ou situações envolvendo fauna silvestre.

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