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Agência Nacional do Petróleo promove nesta quarta-feira (7) os maiores leilões de sua história, com 326 blocos de exploração de petróleo e gás, incluindo áreas no pré-sal e na nova fronteira da Margem Equatorial.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizará nesta quarta-feira (7) dois leilões que ofertarão um total de 326 blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural. A iniciativa, considerada a maior da história do órgão, inclui 13 áreas no pré-sal e dois setores na Bacia do Ceará, parte da estratégica Margem Equatorial. A concorrência ocorrerá na sede da agência, localizada no Rio de Janeiro.
O primeiro leilão, iniciado às 9h, refere-se ao 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, com foco em 13 blocos exploratórios na camada pré-sal, situada no litoral do Sudeste. Deste total, cinco áreas estão na Bacia de Campos e oito na Bacia de Santos. Atualmente, o pré-sal é a principal província produtora de petróleo e gás do Brasil, respondendo por mais de 80% da produção nacional em setembro. Dezenove empresas foram habilitadas para participar desta etapa, incluindo gigantes como Petrobras, BP, Chevron, Equinor, Shell, Sinopec e TotalEnergies.
No modelo de partilha de produção, a Petrobras possui o direito de preferência, podendo optar por operar o bloco exploratório e, em caso positivo, garantir uma participação mínima de 30% no consórcio vencedor. A legislação garante essa prerrogativa à estatal, buscando fortalecer sua atuação na exploração de novas reservas em áreas de alta complexidade geológica.
A partir das 14h, terá início o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, que colocará em disputa 313 blocos em 22 setores, abrangendo tanto áreas terrestres (onshore) quanto marítimas (offshore), como o pós-sal na costa sudeste. Dois desses setores estão localizados na Bacia do Ceará, na Margem Equatorial, área vista pela indústria como uma nova fronteira promissora, impulsionada por descobertas recentes em países vizinhos como Guiana e Suriname.
O leilão também contempla cinco blocos em áreas de “acumulação marginal” nos setores Potiguar e Tucano Sul, que consistem em campos com produção inativa ou devolvidos à ANP. No total, 46 empresas estão habilitadas para participar desta modalidade de concessão, embora a habilitação não garanta a apresentação de ofertas. Recentemente, cinco blocos da Bacia do Parnaíba foram retirados da disputa devido a questões socioambientais.
