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Companhia anuncia novo achado no poço Morpho, na costa do Amapá, reforçando o potencial exploratório da região considerada a nova fronteira do petróleo no país.
A Petrobras divulgou nesta sexta-feira (2) a segunda descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado a 175 km da costa do Amapá, na Margem Equatorial. A confirmação ocorre após a primeira descoberta realizada em meados de agosto, no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas na bacia da Foz do Amazonas. A operação, que explora uma lâmina d’água de 2.886 metros, visa avaliar o potencial de uma área estratégica para a companhia.
A exploração na Margem Equatorial tem sido intensificada devido ao seu vasto potencial, comparado ao pré-sal, especialmente após descobertas recentes em áreas vizinhas, como Guiana e Suriname. A Petrobras busca com essas perfurações recompor as reservas de petróleo e gás do país, diante da projeção de declínio das reservas do pré-sal na próxima década. A concessão da área foi transferida da britânica BP para a Petrobras em 2021.
A identificação da nova jazida ocorreu por meio de análises de perfis elétricos, evidências em rochas e amostras de fluidos coletadas durante a perfuração. Segundo a Petrobras, a descoberta fornecerá informações cruciais para a avaliação dos sistemas petrolíferos e do potencial de recursos na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas. O petróleo achado em agosto já foi classificado como de boa qualidade, e o material da nova descoberta passará por análises laboratoriais.
A perfuração no poço Morpho continua para uma avaliação mais aprofundada das formações geológicas identificadas. A exploração na região alinha-se à estratégia de longo prazo da estatal para garantir o suprimento energético nacional. Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estimam um potencial de até 10 bilhões de barris de óleo equivalente na Bacia da Foz do Amazonas.
A licença para a perfuração na Margem Equatorial foi concedida pelo Ibama em outubro de 2025, após um processo que envolveu debates entre empresas de petróleo, setores do governo e ambientalistas. A Petrobras assegura que as operações são conduzidas com segurança e respeito ao meio ambiente. A presidente da companhia, Magda Chambriard, ressalta que a área exploratória, apesar do nome, está distante da foz do rio Amazonas.
