
O valor da cesta básica em Campinas voltou a registrar alta em agosto, fechando o mês em R$ 832,99, o que representa um aumento de 2,87% em relação ao período anterior. O encarecimento dos alimentos na metrópole paulista contrasta com a tendência de queda observada em outras capitais do Sudeste, como Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte e São Paulo, cujas cestas básicas apresentaram variações negativas.
Os produtos que mais influenciaram o aumento em Campinas foram o tomate e o leite. O tomate teve uma elevação de 10,19% no preço em agosto, sendo apontado como um item com grande volatilidade de preços ao longo do ano. Embora historicamente apresente tendência de queda no segundo semestre, as condições climáticas de início de agosto podem ter impactado a produção, gerando um repique pontual.
Já o leite registrou uma alta de 8,65% no mês e se consolida como o item com maior aumento acumulado no ano, atingindo 40,23%. Essa elevação é explicada por uma redução na oferta, decorrente dos baixos preços praticados no final de 2025, quando o produto havia registrado a maior queda anual. A pesquisa do Observatório PUC-Campinas indica que as causas estão ligadas à dinâmica de oferta e demanda, influenciada por períodos anteriores de baixa rentabilidade para os produtores.
Os dados do Observatório PUC-Campinas também evidenciam o peso da cesta básica no orçamento familiar. Considerando o salário mínimo vigente de R$ 1.621,00, o custo dos alimentos essenciais comprometeu 51,39% do valor em julho. Para uma família de quatro pessoas, o gasto mensal apenas com alimentação, baseado em três cestas básicas, alcançaria R$ 2.498,99.
A pesquisa do Observatório PUC-Campinas monitora os preços de 13 produtos alimentícios desde setembro de 2022, seguindo um decreto-lei de 1938 que estabelece os itens essenciais para garantir qualidade de vida. As quantidades consideradas incluem açúcar, arroz, café, farinha, feijão, leite, manteiga, óleo, banana, batata, carne, pão francês e tomate, adaptadas aos hábitos alimentares da região Sudeste.


