Mãe denuncia escola em Itapetininga após filha de 3 anos retornar suja de fezes e urina

Mais lidas

Uma mãe registrou um boletim de ocorrência contra a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Angelina Geraldi da Silva Martins, em Itapetininga, no interior de São Paulo. A filha da mulher, de apenas três anos, foi para casa suja de fezes e urina na última quinta-feira (10). O caso também está sob investigação da prefeitura do município.

A mãe, que preferiu não se identificar, relatou que esta não é a primeira vez que a filha retorna para casa em condições de higiene precárias. Segundo ela, o problema já havia ocorrido no início do ano, mas de forma menos intensa. A mulher atribui parte da situação à troca de professores no começo do ano letivo, com a chegada de um profissional do sexo masculino que, segundo ela, não estaria apto a acompanhar as crianças ao banheiro adequadamente.

Conforme o relato da mãe, o professor em questão, que estaria em seu primeiro ano na unidade, não seria responsável por levar os alunos ao banheiro. Essa função seria de um auxiliar, que nem sempre está disponível. Em decorrência disso, as crianças teriam começado a ir sozinhas, o que levaria aos episódios de sujeira. A mãe afirma já ter comunicado a escola sobre a situação anteriormente, mas sem obter retorno efetivo.

O episódio de quinta-feira (10) foi o que mais chocou a mãe, a levando a formalizar a denúncia. Ela descreveu que, ao buscar a filha, encontrou as roupas íntimas e a calça da criança com resíduos de fezes e urina. Ao chegar em casa, a filha teria relatado que o professor a impediu de ir ao banheiro durante o período de aulas, apesar de ter manifestado a necessidade.

A mãe expressou indignação com o ocorrido e espera que medidas sejam tomadas. Além do boletim de ocorrência, ela formalizou uma denúncia na ouvidoria da Prefeitura de Itapetininga. Ela mencionou que, após o incidente, soube de outros pais que passaram por situações semelhantes. A criança estaria psicologicamente abalada, mas a mãe pretende mantê-la na unidade por falta de alternativas de cuidado.

A denúncia também envolve outras questões de higiene na unidade, como o compartilhamento de um único copo de água entre todas as crianças da sala. A mãe relatou que a filha teve dores de garganta recorrentes e, após uma conversa com a diretoria, foi orientada a usar uma garrafa individual, mas a criança retornava com a garrafa cheia. Ela também alegou ter visto uma auxiliar jogando a água fora para simular o consumo pela filha, o que teria agravado a infecção da criança a ponto de necessitar de cirurgia para remoção de amígdalas e adenoides.

spot_img
spot_img

Últimas Notícias