
A região de Presidente Prudente registrou um expressivo aumento de 113,29% nas vendas de imóveis em julho, comparado a junho, segundo levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP). Paralelamente, o volume de contratos de aluguel apresentou uma diminuição de 17,62% no mesmo período. A pesquisa abrangeu cidades como Presidente Prudente, Adamantina e Dracena, e aponta que a vasta maioria das transações imobiliárias, cerca de 90%, envolveu propriedades com valor de até R$ 400 mil.
O estudo, que contou com a participação de 46 corretores e imobiliárias, detalhou que as casas foram o tipo de imóvel mais comercializado, representando 71% das vendas. Deste percentual, a maior parte possuía área útil entre 51 e 100 metros quadrados. Já os apartamentos responderam por 29% das transações, com 63% das unidades vendidas tendo até 50 metros quadrados, e 52,2% e 50% das negociações, respectivamente, concentrando-se em imóveis de dois dormitórios.
Marlon Altavini, pesquisador especializado em produção imobiliária e cidades médias, analisou os dados e destacou a relação entre o preço, o tamanho dos imóveis e a capacidade de pagamento dos compradores. Ele sugere que a metragem reduzida em muitos dos imóveis vendidos pode ser um reflexo da necessidade de adequar o valor da moradia ao orçamento familiar e às condições de financiamento disponíveis.
A pesquisa do Creci-SP também mostrou a distribuição geográfica das vendas, com 54,2% ocorrendo em regiões classificadas como “demais regiões” e 25% em bairros considerados nobres. As áreas centrais responderam por 20,8% das negociações, reforçando a importância de bairros em expansão e locais que oferecem um bom equilíbrio entre custo, espaço e localização.
O valor dos imóveis vendidos em julho esteve concentrado na faixa de R$ 201 mil a R$ 400 mil, que somou 61,3% das transações. Deste montante, 32,3% se situaram entre R$ 201 mil e R$ 300 mil, e 29% entre R$ 301 mil e R$ 400 mil. Aproximadamente 29% das propriedades comercializadas custaram até R$ 200 mil.
No que diz respeito às formas de pagamento, o financiamento pela Caixa Econômica Federal foi o mais utilizado, respondendo por 44% das compras. As negociações diretas com o proprietário somaram 28%, seguidas por pagamentos à vista, com 24%. Financiamentos obtidos em outros bancos representaram 4% das transações.


