
Um homem foi sentenciado a 60 anos de prisão em regime fechado pela morte da esposa em Mogi Guaçu, interior de São Paulo. O crime, ocorrido em janeiro de 2025, foi classificado como feminicídio após a vítima recusar-se a entregar o celular e a senha do aparelho ao agressor. A decisão do júri popular foi divulgada nesta quarta-feira (9), e a prisão preventiva do condenado foi mantida.
A Promotoria sustentou que o réu, Hugo Estevão Pereira, teve a intenção de matar sua companheira, Vanessa Soares da Silva Pereira, de 40 anos. O júri reconheceu que o assassinato configurou feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar. Além disso, foram consideradas as qualificadoras de emprego de meio cruel e o fato de o crime ter sido presenciado por um dos filhos do casal.
A Justiça também levou em conta antecedentes criminais do condenado, incluindo uma condenação anterior por tráfico de drogas e posse de arma com numeração raspada, além do motivo fútil para a definição da pena. Segundo a acusação, o crime teve origem em uma crise de ciúmes, quando a vítima se negou a entregar o aparelho telefônico e sua senha.
O feminicídio aconteceu na residência do casal, no bairro Jardim Guaçuano, no dia 12 de janeiro de 2025. A denúncia aponta que, após uma discussão, Hugo desferiu múltiplos socos e chutes contra Vanessa, concentrando as agressões na região da cabeça. As agressões teriam continuado mesmo após a vítima cair ao chão.
Vanessa Soares da Silva Pereira não resistiu aos ferimentos e morreu em decorrência de um traumatismo cranioencefálico. O agressor foi preso em flagrante pela Polícia Militar logo após o ocorrido. Um dos filhos do casal relatou ter ouvido a discussão durante a madrugada e encontrado a mãe caída ao lado da cama pela manhã, com o pai já ausente da residência.
O filho também informou às autoridades que as discussões entre os pais eram frequentes. O casal possuía três filhos, com idades na época de 20, 18 e 10 anos. A investigação e o julgamento foram conduzidos para apurar a responsabilidade penal de Hugo Estevão Pereira pelos atos cometidos contra sua esposa.


