
Irmãs que vivem em Itapetininga, no interior de São Paulo, encontraram na companhia uma da outra uma maneira de superar o luto após a morte de seus respectivos maridos. Vera, de 74 anos, e Sônia Ferrandes, de 73 anos, moram em casas vizinhas e desenvolveram uma relação de cumplicidade que as mantém ativas e unidas.
A proximidade das irmãs, que passaram a morar lado a lado em um condomínio da cidade, inspirou uma brincadeira que se tornou um símbolo da parceria: a criação de uma placa com a frase “Duas velhas, viúvas e com dois carros vermelhos”. Essa identificação bem-humorada reflete a sintonia e o carinho entre elas.
Vera ficou viúva há 17 anos, após a morte repentina de seu marido, Clodoaldo Machado de Mayo, que faleceu aos 59 anos. Ela decidiu permanecer em Itapetininga, onde já vivia há 26 anos. Sônia, por outro lado, perdeu seu esposo, Antônio Ademir Merighi, em maio de 2024, após uma internação de dois meses devido a complicações de uma doença genética de pele.
Foi após a viuvez de Sônia que Vera a incentivou a se mudar para Itapetininga, para que pudessem dividir a rotina e o apoio. A mudança ocorreu em 2024, e desde então, as irmãs passaram a frequentar juntas diversos locais, como bares, bailes e pesqueiros, além de fazerem passeios pela cidade. A companhia mútua se tornou essencial, apesar de reconhecerem as diferenças em seus estilos de lazer.
A união das irmãs, que agora compartilham mais momentos de lazer e discussões cotidianas, tem sido fundamental para manterem suas vidas ativas e com propósito. Elas buscam aproveitar a vida, saindo juntas e desfrutando da companhia uma da outra, o que trouxe mais dinamismo à rotina após a perda de seus companheiros.


