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Programa Eco Invest Brasil receberá aporte externo via Banco Interamericano de Desenvolvimento para impulsionar transição energética e saneamento, com foco em capital misto e atração de investimentos privados.
O Ministério da Fazenda autorizou o Brasil a contratar um crédito externo de até US$ 1 bilhão junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O recurso será destinado ao programa Eco Invest Brasil, uma iniciativa voltada à aceleração e transição ecológica sustentável. A aprovação, publicada nesta sexta-feira (4), contou com pareceres favoráveis da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
O Eco Invest Brasil tem como objetivo principal atrair investimentos privados estrangeiros para o país, utilizando mecanismos de proteção cambial e aprimorando o ambiente regulatório e institucional. A União poderá, com essa autorização, formalizar a operação de crédito com o BID, instituição financeira multilateral focada no desenvolvimento econômico e social da América Latina e Caribe. O programa é coordenado pelos Ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, integrando o Plano de Transformação Ecológica – Novo Brasil.
Um dos pilares do programa é o uso do modelo de financiamento misto (blended finance), que combina recursos públicos e privados. Através do capital catalítico, o governo e instituições financeiras privadas contribuem com recursos de forma filantrópica, demonstrando maior tolerância a riscos de mercado. Essa abordagem considera não apenas o retorno financeiro, mas também o impacto social dos projetos, servindo como alavancagem para investimentos convencionais.
Na área de economia circular, as ações do Eco Invest Brasil visam impactar positivamente mais de 2 milhões de pessoas nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul. No setor de transição energética, um dos projetos prevê a construção de uma biorrefinaria na Bahia, capaz de produzir mais de 20 mil barris de óleo vegetal por dia para a fabricação de SAF e diesel renovável, compatíveis com a aviação comercial.
O programa também abrange o financiamento de projetos de adaptação climática. Isso inclui a modernização da infraestrutura elétrica em estados como Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com o aterramento de linhas de energia expostas a eventos climáticos extremos. O objetivo é minimizar interrupções no fornecimento de eletricidade decorrentes de chuvas intensas ou ventos fortes.


