Haddad defende reservatórios contra escassez hídrica e critica modelo de gestão da água de Tarcísio

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O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), defendeu nesta terça-feira (1º) a criação de reservatórios como solução para a escassez de água no estado. Durante um evento em Hortolândia, ele criticou o que chamou de “modelo” de gestão hídrica do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), acusando-o de direcionar os recursos para a iniciativa privada.

Haddad argumentou que a necessidade de construir novas estruturas de armazenamento de água é clara, especialmente diante das mudanças climáticas e da realidade hídrica do estado. Ele expressou preocupação com a possibilidade de que a construção e operação desses reservatórios sejam inteiramente privatizadas, o que, segundo ele, aumentaria o risco de desabastecimento para a população de baixa renda.

As declarações ocorreram em um momento de alerta para os níveis dos reservatórios do Sistema Cantareira. Conforme dados da Sabesp, o volume de água armazenada caiu de 36% para 33% em agosto, mantendo o sistema na Faixa 3 – Alerta. A tendência é que o nível continue a diminuir até o fim do período de estiagem, podendo ficar abaixo dos 30%.

A candidata ao Senado Marina Silva (Rede) também participou do evento e reforçou a preocupação com a segurança hídrica de São Paulo. Ela citou a queda no Sistema Cantareira e questionou quais ações o governo estadual tomará para garantir o abastecimento da população, alertando para a possibilidade de restrições caso os níveis continuem a cair.

Marina Silva também destacou a importância de reduzir as perdas de água nos sistemas de abastecimento, citando que no Brasil essa perda chega a 30%, enquanto em Campinas (SP) o índice é de 17%, demonstrando a eficiência da companhia local de saneamento.

A candidata Simone Tebet (PSB), também eleita ao Senado, abordou a questão da privatização da Sabesp, criticando o modelo e levantando suspeitas de corrupção. Ela mencionou reclamações sobre a qualidade da água em Hortolândia e afirmou que apoiará a anulação de contratos de privatização.

O governador Tarcísio de Freitas, por sua vez, reconheceu a preocupação com a queda no Sistema Cantareira, mas assegurou que a situação não deve levar a racionamento ou rodízio de água até o fim da estação seca.

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