
Campinas registrou um aumento de 202,8% nas quedas de árvores entre janeiro e agosto de 2026, com 642 ocorrências, comparado às 212 registradas no mesmo período de 2025. A Prefeitura da cidade atribui essa elevação expressiva a eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e ventos fortes, que têm afetado a região.
Segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, o maior volume de precipitações e a força dos ventos registrados neste ano são os fatores determinantes. Os meses de janeiro e fevereiro concentraram a maior parte dos incidentes, com 69% mais chuva do que no ano anterior. Juntos, esses dois meses contabilizaram 447 quedas, representando quase 70% do total apurado até agosto.
Uma nova série de temporais entre o último domingo (30) e a manhã de terça-feira (1º) voltou a impactar a cidade, resultando na queda de 54 árvores. De acordo com o secretário, o solo encharcado pela chuva diminui a capacidade de sustentação das raízes, aumentando o risco de tombamento durante tempestades e a passagem de frentes frias.
Moradores relatam preocupação com o estado de algumas árvores em regiões da cidade. Jair Braz, da Vila Boa Vista, observou que muitos exemplares na área parecem comprometidos e que algumas árvores próximas a uma creche foram removidas por apresentarem risco de queda. No entanto, Paulella assegura que as árvores derrubadas nos temporais recentes não apresentavam sinais visíveis de doença ou apodrecimento.
O secretário explicou que o município tem intensificado o monitoramento da arborização urbana para identificar espécies que necessitam de intervenções preventivas. Ele defendeu que ações de manejo só são realizadas quando estritamente necessárias, pois qualquer intervenção pode criar aberturas que facilitam a entrada de patógenos, comprometendo a saúde da árvore a longo prazo.


