Orçamento de 2027 prevê R$ 133,8 bilhões em investimentos, com alta de 20% em relação a 2026

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Proposta enviada ao Congresso Nacional detalha aumento de 20% nos investimentos em relação ao ano anterior. Recursos serão direcionados para infraestrutura, habitação e programas prioritários.

A equipe econômica do governo federal projeta R$ 133,8 bilhões para investimentos no Orçamento de 2027, conforme o projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) submetido ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31). Este valor representa um crescimento de R$ 23 bilhões, ou 20%, em comparação aos R$ 110,8 bilhões destinados para o ano de 2026.

A proposta orçamentária busca ampliar os recursos aplicados em obras de infraestrutura, na aquisição de equipamentos e no setor habitacional, além de contemplar projetos considerados estratégicos pela gestão econômica. Esses investimentos integram as despesas discricionárias, que são aquelas não obrigatórias e passíveis de ajuste pelo governo ao longo do exercício financeiro.

Do montante total previsto para 2027, R$ 87,9 bilhões são direcionados para despesas primárias de investimento, enquanto R$ 45,9 bilhões se referem a inversões financeiras, que englobam operações como subsídios para programas habitacionais. O valor anunciado ultrapassa o piso de R$ 88,7 bilhões estabelecido pelo arcabouço fiscal para os investimentos no próximo ano, superando em R$ 45,1 bilhões o mínimo exigido.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, ressaltou que a capacidade de investimento do governo foi ampliada na proposta. Ele destacou que, mesmo considerando apenas o investimento primário, houve um avanço, embora ainda seja necessário mais crescimento para impulsionar a economia. Essa expansão na capacidade produtiva é vista como fundamental.

O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) deverá absorver R$ 61,5 bilhões em investimentos em 2027, combinando despesas primárias e financeiras. Parte desses recursos financiará projetos de infraestrutura e expansão da capacidade produtiva em áreas como transporte, energia e habitação, com R$ 8,25 bilhões destinados especificamente ao programa Minha Casa, Minha Vida.

A elevação nos investimentos foi viabilizada pelo controle no crescimento das despesas obrigatórias e pela aplicação de mecanismos de contenção fiscal. A proposta orçamentária também prevê uma ligeira redução na participação das despesas obrigatórias em relação ao PIB, passando de 17,5% para 17,3%, e em relação à despesa primária total, de 92,4% para 91,7%.

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