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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentou alta de 0,5% entre abril e junho deste ano em relação ao trimestre anterior. O resultado reflete o desempenho variado dos setores econômicos.
A economia do Brasil expandiu 0,5% no segundo trimestre de 2026, comparado ao período de janeiro a março. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o crescimento foi de 2%. Os dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) alcançou R$ 3,4 trilhões neste período.
No acumulado dos quatro trimestres mais recentes, o PIB registrou uma elevação de 1,9%. Já no primeiro semestre de 2026, a economia brasileira cresceu 1,9% na comparação com a primeira metade de 2025. As projeções do mercado financeiro, reunidas no Boletim Focus do Banco Central, indicam que o ano de 2026 deve fechar com um crescimento de 1,92%.
Analisando pela ótica da produção, o agronegócio mostrou um desempenho notável, com alta de 2,8% entre o primeiro e o segundo trimestre. Em um período de 12 meses, o setor apresentou um crescimento de 6,2%. A indústria, por sua vez, teve uma variação positiva de 0,1% no trimestre, impulsionada principalmente pelo setor extrativo, que cresceu 3,4%.
O setor de serviços, que representa a maior parte das ocupações no país, avançou 0,2% no trimestre e 1,7% em 12 meses. Dentro de serviços, os segmentos de informação e comunicação (2,1%), transporte, armazenagem e correio (1,1%) e atividades imobiliárias (0,2%) se destacaram. O comércio permaneceu estável, com variação nula, enquanto administração pública e serviços financeiros registraram quedas.
Pela ótica da demanda, a formação bruta de capital fixo, que mede os investimentos, aumentou 1,2% no trimestre. O consumo do governo apresentou alta de 0,4%, mas o consumo das famílias teve recuo de 0,4%. No setor externo, as exportações caíram 0,8%, enquanto as importações cresceram 1,8%.


