
Dia da Igualdade Feminina reforça combate à desigualdade salarial em Presidente Prudente O número de denúncias por discriminação de gênero feitas ao Ministério Público do Trabalho (MPT) subiu 100% em dois anos na região de Presidente Prudente. De acordo com o órgão, em 2024, duas denúncias foram contabilizadas.
Em 2025, esse número foi de três e, por enquanto, 2026 já registrou quatro casos. Ainda segundo o MPT, as denúncias estão relacionadas principalmente a situações de discriminação no ambiente de trabalho, como recusa de contratação de mulheres sob a justificativa de que poderiam engravidar e gerar custos ao empregador, além de casos de assédio sexual contra profissionais.
A procuradora do Trabalho, Vanessa Martini, lembra que a desigualdade salarial também é uma realidade e que os dados de relatórios divulgados pelas próprias empresas empregadoras comprovam que existe uma disparidade salarial entre homens e mulheres, sem falar em um recorte de raça. “Se compararmos mulheres brancas com homens brancos, elas ganham cerca de R$ 1 mil a menos.
Se essa comparação for entre mulheres negras e homens brancos, essa diferença é de R$ 2 mil a menos”, afirma. A procuradora destaca, ainda, uma discrepância salarial em altos cargos de gerência e gestão.
“As mulheres, quando chegam a esses altos cargos, acabam recebendo apenas 60% dos valores recebidos pelos homens nessas mesmas funções”, pontua. Casos na região em 2026 Santo Anastácio: discriminação estética contra uma funcionária devido a tatuagens nos braços, em uma instituição de ensino; Presidente Prudente: denúncia de que apenas homens recebem adicional de insalubridade e porcentagem sobre produtos em uma indústria de semijoias; Presidente Prudente: suposta discriminação por gênero em estabelecimento de saúde; Platina: denúncia de assédio sexual, desigualdade salarial e desvio de função apenas contra mulheres em uma usina de cana-de-açúcar.


