A Polícia Civil de São Paulo, em conjunto com o Ministério Público, iniciou a segunda fase da Operação Laziosi, visando desmantelar um esquema de venda de medicamentos oncológicos falsificados. A operação, liderada pelo Gaeco de Ribeirão Preto e pela Deic, investiga uma distribuidora localizada em Araraquara, no interior do estado.
Durante a ação, foram decretadas prisões preventivas de três indivíduos envolvidos na organização criminosa, além do bloqueio de bens que podem chegar a R$ 15 milhões e a suspensão das atividades de sete empresas associadas ao grupo. As autoridades ainda buscam identificar hospitais que adquiriram remédios sem princípio ativo ou provenientes de roubos.
O delegado Diógenes Santiago destacou que as apreensões realizadas, incluindo 10 notebooks, CPUs e documentos, devem abrir novas linhas de investigação sobre a estrutura financeira da organização. Um dos locais investigados funcionava como um escritório financeiro, onde foram encontrados materiais que indicam a operação irregular.
As investigações tiveram início em 2024, após a venda de medicamentos adulterados a um hospital em São Paulo. Os laudos do fabricante confirmaram a ausência do princípio ativo nos produtos. A distribuidora, ao perceber as irregularidades, substituía os medicamentos falsificados por outros que haviam sido roubados, o que complicou ainda mais a situação.
Entre janeiro e novembro de 2024, a distribuidora emitiu notas fiscais que totalizam mais de R$ 1,5 milhão, com vendas para clientes em pelo menos sete estados. O caso revela a gravidade do problema da falsificação de medicamentos e suas consequências para a saúde pública.
