Mulher escapa de cárcere privado após agressor a deixar vulnerável

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Uma mulher da região de Campinas, que preferiu não se identificar, relatou sua fuga de um cárcere privado, onde foi submetida a agressões constantes por seu companheiro. Ela descreveu momentos de terror, afirmando que o agressor a maltratava fisicamente e a mantinha sob efeito de medicamentos. A situação se agravou quando ela percebeu que ele a considerava fraca, o que lhe deu a oportunidade de escapar ao deixar o portão aberto.

Após a fuga, a mulher tentou retornar ao imóvel com a Guarda Municipal para recuperar seus pertences, mas o agressor não a deixou entrar. Quase três meses após o ocorrido, ela ainda enfrenta as consequências físicas e emocionais da violência. Apesar de as marcas visíveis terem desaparecido, os traumas psicológicos persistem, com relatos de pesadelos e dores que a acompanham diariamente.

Especialistas em violência doméstica destacam que o cárcere privado é frequentemente acompanhado por mecanismos de controle e isolamento, dificultando a denúncia por parte das vítimas. Teresinha de Carvalho, especialista no tema, alerta que os agressores tentam afastar as mulheres de suas redes de apoio, o que agrava a situação.

Dados da Polícia Civil de São Paulo indicam um aumento nos registros de cárcere privado, com 910 inquéritos instaurados em 2025, um crescimento de quase 45% em relação a 2021. A especialista enfatiza a importância da denúncia imediata, pois a violência tende a se repetir se não houver intervenção.

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