Gaeco apresenta terceira denúncia sobre desvios na Apae de Bauru; 17 acusados

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O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo protocolou, nesta sexta-feira (6), a terceira denúncia contra indivíduos envolvidos em desvios de recursos na Apae de Bauru (SP). Com essa nova acusação, o total de denunciados chega a 17.

As investigações tiveram início após o desaparecimento e posterior morte da ex-secretária executiva da Apae, Cláudia Lobo. As apurações revelaram indícios de fraudes contábeis, levando à prisão do ex-presidente da associação, Roberto Franceschetti Filho. As denúncias acumuladas até agora apontam para mais de 100 crimes, incluindo peculato e lavagem de dinheiro.

Entre os acusados estão dois ex-presidentes da Apae, dois coordenadores financeiros e uma advogada da entidade. O rombo estimado nos cofres da Apae é de aproximadamente R$ 7 milhões, e o Ministério Público também solicita R$ 10 milhões em indenização.

A terceira denúncia foca em empresas e empresários que teriam emitido notas fiscais fraudulentas para justificar saídas financeiras. Os mecanismos de fraude foram identificados como contínuos e articulados, visando legitimar repasses ilícitos.

As investigações anteriores resultaram em duas denúncias, a última em maio, que incluía nove pessoas. A próxima audiência do caso, que estava agendada para 5 de novembro, foi adiada para fevereiro de 2027, onde novas testemunhas serão ouvidas e os réus interrogados.

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