O vice-prefeito de Colina, São Paulo, Rafael Corrêa Rodrigues, conhecido como Rafael Maringá, foi decidido que será julgado pelo Tribunal do Júri pela morte do advogado e professor de jiu-jitsu, Marcos Aurélio Abe, de 45 anos. O julgamento ainda não possui data marcada e Rafael responde por homicídio qualificado, que inclui o uso de arma de fogo de uso restrito.
O incidente ocorreu em 8 de março deste ano, quando Marcos foi baleado durante uma discussão em frente à casa do vice-prefeito. Ele foi levado à Santa Casa de Barretos, onde faleceu oito dias depois. A acusação sustenta que Marcos não teve chance de defesa, sendo surpreendido pelo disparo.
Rafael, que não foi preso e responde ao processo em liberdade, alegou legítima defesa, afirmando que atirou após Marcos tentar invadir sua casa e fazer um gesto que sugeria estar armado. A defesa do vice-prefeito argumenta que ele agiu para advertir Marcos, que estava na residência para conversar com sua ex-mulher.
Após o disparo, Rafael se apresentou à Polícia Civil, entregou a arma utilizada e foi liberado. O caso gerou repercussão e a Prefeitura de Colina destacou que se tratava de uma questão pessoal, desvinculada da administração pública. O inquérito concluiu com o indiciamento de Rafael por homicídio qualificado, e a denúncia do Ministério Público foi aceita pela Justiça.
