
“O Pedro é o amor da minha vida. Eu cuido com todo amor e carinho, jamais vou abandonar meu filho.
É cansativo, não é fácil. O desabafo de Rute Batista resume uma rotina em que amor e exaustão caminham lado a lado.
Há 12 anos, ela dedica os dias aos cuidados do filho. Pedro nasceu prematuro, teve paralisia cerebral, descolamento de retina e falta de oxigenação no cérebro.
Não anda, não fala e não enxerga. “A mãe atípica precisa de um abraço, de um apoio.
Ela chora, sofre calada, ninguém vê”, lamenta. Em Campinas, essa sobrecarga aparece também nos números.


