Uma distribuidora de medicamentos, a Nacionalfarma, está sob investigação por vender remédios falsificados contra o câncer. Segundo o Ministério Público (MP), entre maio e novembro de 2024, a empresa transferiu R$ 2,9 milhões à Long Farma, de Petter Gabriel Cavalcante Chagas, um dos presos na operação. O MP afirma que parte do dinheiro foi repassada no mesmo dia em que entrava na conta da distribuidora.
Além disso, Petter abriu uma holding com capital de R$ 500 mil em março de 2026, 16 meses após a primeira fase da investigação. A Justiça de Araraquara ampliou o bloqueio de bens dos envolvidos, que pode chegar a R$ 15 milhões, e proibiu alterações na holding.
A Ideal Pharma, outra empresa ligada ao caso, foi registrada com um capital de R$ 20 mil, mas reportou lucros de R$ 1,28 milhão em 2025, o que levanta suspeitas sobre sua real operação. A investigação começou após a fabricante do imunoterápico Keytruda identificar a venda de um frasco falsificado por parte da Nacionalfarma.
Na última quinta-feira (5), três pessoas foram presas na segunda fase da Operação Laziosi, que visa desmantelar a organização criminosa envolvida na venda de medicamentos falsificados. A polícia não encontrou estrutura da Ideal Pharma em vistoria, e a nota fiscal usada para justificar a venda de um remédio falsificado foi emitida 37 dias após a transação. A investigação continua em andamento.
