Aumento de casos de mpox no Rio gera dúvidas sobre transmissão e vacinação

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Os casos de mpox voltaram a aumentar no Rio de Janeiro, com 74 infecções confirmadas entre setembro e outubro, um crescimento de sete vezes em relação ao mesmo período do ano anterior. Em resposta a esse aumento, o Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a doença e enviou 2 mil doses adicionais ao estado, totalizando 3,5 mil vacinas destinadas à região em 2023.

Apesar do crescimento local, o cenário nacional é diferente do surto de 2022, com 665 casos confirmados até agora, uma redução de 94% em comparação aos mais de 10 mil registros de quatro anos atrás. O aumento recente, no entanto, trouxe à tona diversas dúvidas sobre a mpox, como a possibilidade de morte, formas de transmissão e a eficácia da vacina.

A mpox pode ser fatal, mas as mortes são raras, principalmente entre pessoas com o sistema imunológico comprometido. A principal forma de transmissão é o contato direto com lesões ou secreções de infectados, e o beijo pode sim transmitir o vírus, especialmente se houver lesões na boca. Embora não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível clássica, o contato físico intenso durante relações sexuais pode facilitar a transmissão.

Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça e lesões na pele, que podem evoluir para feridas. O diagnóstico deve ser confirmado por exames laboratoriais. O tratamento é geralmente sintomático, e a vacina está disponível prioritariamente para pessoas com HIV/aids que têm comprometimento significativo do sistema imunológico. A vacinação pode ser recomendada também para aqueles que tiveram contato direto com casos suspeitos ou confirmados.

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