Endividamento das famílias brasileiras recua, mas ainda atinge 81,6%

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A proporção de famílias brasileiras que se consideram muito endividadas apresentou uma leve queda, passando de 17,3% em setembro para 16,8% em outubro, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Além disso, a taxa de famílias com dívidas em atraso também diminuiu, de 29,6% para 29,3%, atingindo o menor nível desde 2026. Apesar da leve melhora, 81,6% das famílias ainda possuem algum tipo de dívida, refletindo uma queda de apenas 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior.

A pesquisa revelou que o percentual de famílias que afirmam não ter condições de quitar suas dívidas atrasadas também caiu, de 12,5% para 12,2%. O tempo médio de atraso das dívidas é de 65,1 dias, com quase metade delas (48,8%) vencidas há mais de 90 dias.

A análise por faixa de renda mostra que, entre as famílias que ganham até três salários mínimos, a inadimplência aumentou de 38,5% para 38,6%. Em contrapartida, as famílias com renda de três a cinco salários mínimos apresentaram uma queda na inadimplência, de 27,8% para 27,1%.

Para o final do ano, a CNC prevê que o endividamento permaneça estável em torno de 81,6%, enquanto a inadimplência deve continuar sua trajetória de queda, atingindo 29,2% em dezembro.

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