Sistema Cantareira se recupera com chuvas, mas risco de estiagem persiste

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O Sistema Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, apresentou uma recuperação significativa após meses de chuvas intensas. Com a chegada de setembro e outubro, os reservatórios passaram de 19% para mais de 52% do volume útil, revertendo a tendência de queda e melhorando as perspectivas para 2027.

Em setembro, o sistema registrou 283,5 milímetros de chuva, superando em mais de três vezes a média histórica, e em outubro, o acumulado chegou a 210,4 milímetros. Essa recuperação é atribuída a condições meteorológicas favoráveis que trouxeram instabilidades para a região Sudeste, conforme explicou o meteorologista Guilherme Borges.

Apesar do aumento nos níveis de água, o Cantareira ainda se encontra na Faixa 2 – Atenção, que indica níveis entre 40% e 60% do volume útil. Para ser considerado normal, o sistema precisa ultrapassar 60%. Especialistas como o professor Antônio Carlos Zuffo acreditam que a crise hídrica pode ter chegado ao fim, mas alertam que o risco de uma nova estiagem não pode ser descartado.

As previsões indicam que as chuvas devem continuar durante o verão, o que pode ajudar a elevar ainda mais os níveis dos reservatórios. Se o Cantareira atingir 80% do volume útil até março, as chances de enfrentar problemas de abastecimento em 2027 diminuem. Contudo, a continuidade das chuvas é essencial para garantir essa estabilidade.

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