O PL anunciou nesta quarta-feira (4) o nome de Rogério Marinho (RN) como candidato à presidência do Senado, mas a bancada do partido se divide quanto a lançar uma candidatura para a presidência da Câmara. A discussão ocorreu na terça-feira (3) entre o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e lideranças da sigla.
Uma ala do PL defende a aliança com o atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), argumentando que a falta de apoio deixaria o partido isolado e sem acesso às principais comissões da Casa. Motta já conta com o respaldo de 15 partidos, formando um bloco majoritário, e a ausência do PL nesse contexto poderia resultar em uma escolha desfavorável de comissões.
Os parlamentares que apoiam a candidatura própria acreditam que essa estratégia é necessária para manter a independência do partido. Um deputado que participou das conversas afirmou que o sentimento de autonomia em relação a Motta é predominante entre os novatos, que desejam uma candidatura própria, independentemente do resultado.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi um dos que se manifestaram a favor de uma candidatura própria, mencionando os nomes de Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Segundo Nikolas, a prioridade deve ser uma resposta ao povo brasileiro, em vez de simplesmente buscar espaços nas comissões.
A bancada do PL se reunirá novamente na próxima quarta-feira (11) para decidir se apoiará Motta e qual nome poderá ser lançado. Enquanto isso, o PT já declarou apoio a Motta e está articulando para evitar que o PL se junte ao bloco, colocando o isolamento do partido como uma condição para sua permanência.
