Juliano Donizete Micelli foi condenado a 56 anos de prisão pelo assassinato de sua companheira, Denuzia Pereira de Castro, em Araraquara, São Paulo. O crime ocorreu no dia 12 de fevereiro deste ano, quando Denuzia trabalhava no Ponto de Entrega Voluntária (PEV) no Parque das Hortênsias. O julgamento aconteceu na terça-feira (3) e a pena será cumprida em regime fechado.
O réu, além da pena de prisão, deverá pagar R$ 100 mil em indenização, sendo R$ 50 mil para cada uma das duas filhas da vítima. A decisão foi tomada pela Promotoria de Justiça Criminal de Araraquara e considerou o contexto de violência doméstica, a idade da vítima, o uso de meio cruel e a dificuldade de defesa que Denuzia enfrentou durante o ataque.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, o relacionamento entre o casal era marcado por brigas e ciúmes excessivos. No dia do crime, Juliano foi ao local de trabalho da companheira pedindo dinheiro para comprar drogas. Após a entrega do valor, ele retornou armado com uma faca e, após uma discussão, desferiu 55 facadas em diferentes partes do corpo de Denuzia, que morreu no local devido a uma hemorragia aguda.
Após o crime, Juliano foi encontrado pela polícia nas proximidades da casa da vítima, ainda portando a faca. Ele resistiu à abordagem, levando os policiais a utilizarem armas de borracha e choque para contê-lo. O juiz responsável pelo caso, Giovani Augusto Serra Azul Guimarães, destacou a gravidade da conduta do réu, que demonstrou uma personalidade violenta e possessiva.
Denuzia prestava serviços para a empresa Ecoares, que realiza a limpeza pública na cidade. O relacionamento do casal era conturbado, e a filha da vítima revelou que a mãe conheceu Juliano durante uma visita ao filho dele na prisão, onde ele cumpria pena por furto e roubo.
