Pesquisas científicas indicam que o impacto da cafeína no sono varia entre indivíduos, dependendo de fatores como idade, genética e hábitos. Embora a recomendação comum sugira evitar a cafeína nas horas que antecedem o sono, não há um horário-limite universal que garanta uma boa noite de descanso.
Uma revisão de 32 estudos sobre os efeitos da cafeína no sono revelou que a substância pode manter o cérebro em um estado de maior ativação, mesmo durante o sono. O neurologista Carlos Maurício Oliveira de Almeida recomenda evitar o consumo de cafeína de seis a oito horas antes de dormir, mas ressalta que isso não garante a ausência de efeitos negativos.
A pesquisa revelou que a cafeína afeta principalmente o sono NREM, reduzindo a atividade elétrica associada ao sono profundo. Mesmo que a pessoa durma por várias horas, alterações cerebrais podem ocorrer, resultando em um sono menos reparador. A neurologista Letícia Soster destaca que a sensibilidade à cafeína varia, e o consumo matinal geralmente tem menor impacto no sono noturno.
Além do horário, a quantidade de cafeína consumida é crucial. Estudos mostram que doses entre 100 e 200 miligramas podem alterar a atividade cerebral durante o sono. O consumo excessivo pode levar a um ciclo vicioso de cansaço e maior necessidade de cafeína. Portanto, é fundamental que cada pessoa avalie seu consumo e os efeitos no sono.
Em conclusão, não existe uma regra rígida sobre quando parar de tomar café. O ideal é evitar a cafeína nas horas que antecedem o sono, mas a resposta individual pode variar. A ciência alerta que, mesmo com um sono prolongado, a cafeína pode interferir na qualidade do descanso.
