O caso da jovem Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, morta pelo pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, em Rifaina (SP), gerou um intenso confronto de versões. Bolelli foi encontrado morto em sua propriedade com uma carta manuscrita e cerca de R$ 15 mil, além de uma munição intacta de revólver calibre .38 ao seu lado. A causa da morte ainda não foi confirmada.
A advogada da família de Bolelli, Lauriane Baldini França, afirmou que um laudo preliminar indicou causa desconhecida, embora ela tenha mencionado a possibilidade de um infarto. Ela também questionou a veracidade de relatos sobre o desaparecimento de R$ 100 mil, que a família do pecuarista alega ter sumido, e criticou as versões de testemunhas sobre o crime.
Por outro lado, o advogado da família de Priscila, Diogo Máximo, destacou que a investigação não menciona o dinheiro e que a tentativa de desqualificar a jovem é evidente. A Secretaria da Segurança Pública confirmou as informações do boletim de ocorrência, mas não revelou o conteúdo da carta ou se o desaparecimento do dinheiro está sendo investigado.
Priscila foi baleada em 27 de outubro, quando tentava devolver uma caminhonete a Bolelli, que fugiu após o crime. O relacionamento entre eles é alvo de controvérsias, com relatos divergentes sobre a natureza e a duração da relação. A advogada de Bolelli defende que o veículo foi emprestado e não um presente, enquanto a família de Priscila alega que ela estava tentando terminar o relacionamento.
Com a morte do pecuarista, a investigação continua para determinar se ele agiu sozinho ou se houve participação de terceiros. O advogado de Priscila afirmou que a família deseja que a apuração prossiga, independentemente da morte de Bolelli, e que a justiça seja feita.
