Death Café: projeto da USP promove diálogo sobre morte em Ribeirão Preto

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Um projeto de extensão da Universidade de São Paulo (USP) promove encontros mensais na Biblioteca Sinhá Junqueira, em Ribeirão Preto (SP), onde participantes discutem temas como morte, luto e cuidados paliativos. O evento, denominado Death Café, atrai pessoas de diversas idades que buscam um espaço para compartilhar experiências e reflexões sobre a finitude da vida.

Desde sua criação em maio de 2022, o Death Café já realizou 48 encontros, com mais de mil participantes. As reuniões são gratuitas e não requerem inscrição prévia, recebendo desde adolescentes até pessoas com mais de 80 anos. A enfermeira aposentada Valéria de Almeida Pereira, de 67 anos, começou a frequentar os encontros após perder a mãe para um câncer de pulmão e encontrou no projeto um meio de lidar com sua dor.

Valéria relata que, ao compartilhar histórias sobre sua mãe, sente-se mais confortável e acolhida. A professora Marysia Mara Rodrigues do Prado De Carlo, coordenadora do projeto, destaca que muitos participantes têm dificuldade em discutir a morte com amigos e familiares, o que torna o Death Café um espaço importante para esses diálogos.

Os encontros, que ocorrem no segundo sábado de cada mês, não têm palestras ou temas obrigatórios, permitindo que os participantes compartilhem livremente suas experiências. Marysia enfatiza que a proposta do projeto é promover a educação sobre a morte, ajudando as pessoas a lidarem melhor com a finitude e a refletirem sobre suas próprias vidas.

Com a proximidade do Dia de Finados, as conversas no Death Café tendem a abordar lembranças e sentimentos relacionados a perdas. A iniciativa segue uma proposta internacional de rodas de conversa sobre a morte, promovendo um ambiente de respeito e acolhimento, onde os participantes podem rir, chorar e compartilhar suas histórias.

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