
Agência brasileira e autoridade paraguaia assinam cooperação para reforçar fiscalização e frear o comércio irregular de remédios, especialmente canetas emagrecedoras.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) formalizou nesta quinta-feira (20), em Brasília, um acordo de cooperação com a Direção Nacional de Vigilância Sanitária do Paraguai (Dinavisa). O objetivo é intensificar as ações de fiscalização e controle sanitário na extensa fronteira entre os dois países, visando combater o contrabando e a circulação irregular de produtos sujeitos à vigilância sanitária.
A assinatura do convênio ocorre em um cenário de acentuado aumento no contrabando de medicamentos para emagrecimento, principalmente canetas injetáveis contendo semaglutida e tirzepatida. Estes produtos, em sua maioria originários do Paraguai, chegam ao mercado brasileiro sem o devido registro e fiscalização da Anvisa, representando um risco à saúde pública.
O acordo estabelece o reforço da cooperação mútua em operações conjuntas de fiscalização, além da troca de informações sobre produtos falsificados e de procedência duvidosa. A iniciativa busca prevenir e reprimir o fluxo ilegal de medicamentos, cosméticos, saneantes e outros itens controlados que entram no Brasil por vias clandestinas.
Um levantamento recente da Polícia Federal revela um salto alarmante nas apreensões de medicamentos emagrecedores. Somente até junho de 2026, foram confiscadas mais de 165,5 mil unidades, entre canetas, ampolas e frascos. Esse número já supera em 172% o total apreendido em todo o ano de 2025, quando foram registradas 60,8 mil unidades.
O crescente contrabando de canetas emagrecedoras se tornou um dos principais focos de atrito sanitário entre Brasil e Paraguai. A facilidade de acesso e comercialização desses produtos fora dos canais regulamentados, especialmente nas regiões de fronteira, tem levado a um aumento expressivo das apreensões e preocupações sanitárias em território brasileiro.


