A fumaça que acompanha os voos da Esquadrilha da Fumaça é gerada por um processo que lembra o vapor do óleo em uma frigideira quente. Durante as acrobacias, um óleo vegetal é injetado no escapamento do A-29 Super Tucano, transformando-se em vapor e criando o rastro característico no céu.
O capitão André Nery Lima Bezerra, piloto da Esquadrilha, explica que o sistema de fumaça é simples e utiliza dois reservatórios de óleo nas asas da aeronave, com capacidade total de 36 litros. O óleo é pulverizado no escapamento, onde a alta temperatura provoca a vaporizaçã. A ativação da fumaça é controlada pelos pilotos através de um botão no manche, permitindo que a fumaça seja liberada apenas durante manobras específicas.
Cada apresentação pode durar de 35 a 40 minutos, mas a fumaça é utilizada por cerca de 12 minutos ininterruptos. O óleo utilizado é biodegradável e não causa danos ao meio ambiente, garantindo que a fumaça branca não seja resultado da queima de combustível.
Além das acrobacias, a Esquadrilha da Fumaça possui um sistema que permite escrever palavras e frases no céu, desenvolvido na década de 1990. Esse mecanismo funciona como uma impressora matricial, onde os aviões alinham-se e ativam a fumaça em pontos programados, criando letras visíveis do solo. A modernização com o A-29 Super Tucano facilitou a escolha eletrônica das mensagens a serem escritas, tornando o processo mais eficiente.
A Esquadrilha da Fumaça é a única equipe militar do mundo capaz de realizar essa escrita no céu, encantando o público com suas apresentações inovadoras e tecnológicas. As demonstrações serão destaque no Domingo Aéreo, que ocorrerá na Academia da Força Aérea em Pirassununga (SP).


