Aumento de Transtornos Alimentares Acompanha Pressão por Magreza nas Redes Sociais

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A nutricionista Carol Alves, de 36 anos, foi chamada de obesa nas redes sociais após compartilhar um vídeo sobre padrões de beleza. Apesar de ter exames normais e um corpo saudável, seu manequim 40 gerou críticas, levando a uma discussão sobre a pressão estética que mulheres enfrentam atualmente.

Um estudo recente revelou um aumento de 71% nos casos de anorexia e bulimia em 204 países desde 1990, com 3,9 milhões de pessoas diagnosticadas com anorexia e 14,2 milhões com bulimia em 2023. O crescimento é alarmante, especialmente entre mulheres jovens, com mais de 40% dos casos ocorrendo em pessoas de 10 a 24 anos.

Carol Alves, que estuda psicologia e é especialista em transtornos alimentares, observa que a distorção da imagem corporal é um fator de risco significativo para esses transtornos. Ela alerta que a pressão por corpos magros, impulsionada pelas redes sociais, tem levado muitas mulheres, inclusive aquelas que se consideram magras, a buscarem emagrecimento extremo.

A psiquiatra Ana Clara Floresi destaca que o ideal de magreza extrema, que já foi uma tendência nos anos 90, voltou a ganhar força nas redes sociais, onde algoritmos promovem conteúdos que reforçam esses padrões. Ela recomenda que crianças e adolescentes sejam mantidos longe dessas plataformas até os 16 anos.

O tratamento para transtornos alimentares deve ser realizado por profissionais especializados, mas a falta de centros de atendimento no Brasil é um desafio. Estima-se que cerca de 11 milhões de brasileiros enfrentem comportamentos alimentares anormais, e a projeção é de que esse número chegue a 21,8 milhões até 2050.

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