A tenista Kaitlin Quevedo, atual campeã do SP Open e classificada para as semifinais do WTA 250 de Guangzhou, tentou prestar homenagem às 69 vítimas fatais de um acidente entre trens em Urda, na Espanha. O acidente, que ocorreu na quarta-feira (28), deixou mais de 100 feridos e vitimou, entre outros, a atleta espanhola Julieta Gallego, de 24 anos.
Nascida em Naples, na Flórida, e com naturalização espanhola, Quevedo solicitou permissão para usar uma braçadeira preta durante sua partida contra a suíça Jil Teichmann, realizada na sexta-feira (30). Apesar de sua intenção de solidariedade, o pedido foi negado pela WTA, que alegou que a cor preta é proibida para adereços.
Segundo o jornal espanhol “Marca”, a negativa se baseou em uma regra que proíbe o uso de símbolos ou slogans associados a causas ou movimentos, a menos que sejam parte de uma campanha oficial da WTA. Essa medida foi aprovada em outubro de 2024.
Por outro lado, o jornal “As” destacou que a decisão da WTA contrasta com a autorização dada a Rafael Jódar, tenista espanhol, que foi permitido a usar um laço preto em seu uniforme durante o ATP 500 de Basileia como forma de solidariedade ao mesmo acidente.
A situação levanta questões sobre a aplicação das regras da WTA em comparação com a ATP, especialmente em momentos de luto e solidariedade.


