Miguel Meneses, goleiro de 14 anos do time sub-15 do São José, teve sua morte encefálica confirmada após um acidente. A família decidiu pela doação de seus órgãos, que poderão salvar a vida de pelo menos seis pessoas. Foram captados o coração, fígado, rins e córneas do adolescente.
Karina Higa, enfermeira da Comissão de Doação e Transplantes do Hospital Municipal de São José, explicou que o coração deve ser transplantado em até quatro horas após a constatação da morte, enquanto os demais órgãos têm um prazo um pouco maior para a retirada.
Atualmente, cerca de 50 mil pessoas aguardam na fila por um transplante no Brasil, com a maioria esperando por rins. O país é uma referência mundial em transplantes, mas enfrenta desafios na captação de doadores, resultando em mortes de pacientes que estão na espera.
Para se declarar doador, existem duas opções: a nova carteira de identidade, que pode incluir a informação de doador no verso, ou a autorização eletrônica, que pode ser feita digitalmente através do site www.aedo.org.br. Ambas as opções garantem que a vontade do doador seja comunicada à família no momento da decisão.
A doação de órgãos é permitida apenas em casos de morte encefálica, enquanto a córnea pode ser doada independentemente da condição da morte. Os órgãos precisam ser retirados em prazos específicos, e a compatibilidade entre doador e receptor é essencial para o sucesso do transplante.


